“Sei que as coisas podem até piorar, mas sei também que é possível intervir para melhorá-las (...) Gosto de ser gente porque a História em que faço com os outros e de cuja feitura tomo parte é um tempo de possibilidades e não de determinismo. Daí, que insista tanto na problematização do futuro e recuse sua inexorabilidade.”
Abandonai as cavernas do ser. Já é hora de deixar vossas moradas. Abra portas e janelas, deixai o sol entrar. Saia à rua e veja a multidão, não a massa de pessoas, mas a diversidade de identidades e culturas que caminham ao nosso lado. As diferentes culturas são as diferentes facetas do humano.
Você que lê essas linhas, abandonai um pouco seu conforto e, como colocou Paulo Freire na citação de início desta carta, vamos juntos criar possibilidades e recusar um futuro pronto, inexorável. Pois, o futuro, criamos sempre no agora. Convido-o então a refletir sobre cultura na realidade que comungamos: a realidade dessa cidade, desse município São Bernardo.
Pois bem, vamos abrir as portas e deixar outros ventos entrarem e varrerem as teias de aranha, a poeira e o ranço instalados em nossa comunidade. Mas, como cultura é algo amplo, vamos focar nosso diálogo em políticas culturais, ou seja, na forma como o poder público - legitimamente instaurado – faz a gestão dos inúmeros fenômenos culturais. Nesse cenário, estamos falando especificamente das artes e suas variadas expressões: dança, música, teatro, cultura popular tradicional, urbana e tantos outros que, se fôssemos citar, gastaríamos toda a página com isso.
Começando essa reflexão, é bom saber o que existe sobre gestão cultural na lei do município e como a prefeitura deveria lidar com o assunto:
“Art. 190. O Município propiciará a todos, dentro de suas possibilidades, o exercício e o acesso à produção cultural e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais (...)”
Esse é apenas um trecho da Lei Orgânica do Município, na seção II, que dispõe sobre cultura. A lei fala do cumprimento de uma política não intervencionista (parágrafo VII) e de inclusão. Bem, dentre outras dúvidas, suscita-se: que inclusão é esta? Como falar de inclusão quando, já no início de sua abordagem é citado “dentro de suas possibilidades”? É então uma inclusão pela exclusão – denotando certa parcialidade no jogo, ao incluir condições ao dever de estado (constitucionalmente delegado) de propiciar a todos os cidadãos a cultura. Todos têm mesmo, acesso? Nesse aspecto, a lei cria margens para interpretações parciais sobre quem deve ou não ser incentivado, ou valorizado e que tipo de manifestação deve ser difundida ou não. Como o município faz essa escolha? Existe apoio, incentivo cultural, ou o que existe é um balcão onde se compra espetáculos aqui e ali e o que o município realmente apóia é escolhido à dedo? E como ficam todas as outras expressões culturais que necessitam e constantemente solicitam o apoio púbico?
Se você é uma dessas pessoas, envie um e-mail para comuna.comunicacaoearte@gmail.com, e assim que as discussões e fóruns começarem você será informado.
Vamos debater, vamos falar meu povo!!! Tá na hora de tirar a bunda da cadeira e fazer as coisas! Espero que dê certo!!
ResponderExcluir"À mulher de César, não basta ser honesta. É preciso parecer honesta." Heliópolis iludida e enganada pede justiça.
ResponderExcluir????? Justiça de que, cara pálida?!!!
ResponderExcluirE OS MEUS FILHOS Q ESPERAVAM MAIS DESSE PROJETO???
ResponderExcluirCOMO FICA A EXPECTATIVA QUE ELES CRIARAM?
VÃO EMBORA E ABANDONAM A COMUNIDADE?
JUSTIÇA SIM!!!!!
Por que ao invés de ficar postando comentários anônimos, você não conversa com o coordenador do projeto, expõe sua frustração e procura entender os porquês, ao invés de fazer juízo de valor?
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